quarta-feira, 26 de março de 2008

Teste da Corrente de Comando

Teste da Corrente de Comando - Para quem tem pouco conhecimento: O comando de válvulas na moto é transmitido através de uma corrente (ou vareta, nas mais primitivas) ligada no eixo da cambota (virabrequim) até o eixo de comando na parte superior do motor, nos carros usa-se correia dentada. Com o uso, a corrente apresenta fadiga e para compensar isso existe um tensor de baquelite, fixo na parte posterior do motor para guiá-la, e na parte traseira há um tensor móvel, o qual é pressionado contra a corrente pelo Acionador do Tensor da Corrente de Comando. Nas motos Honda de 200 a 250cm³ nacionais as quais fazem uso da mesma peça, tem-se freqüentemente notado a fadiga do Acionador do Tensor da Corrente de Comando, e isso ocorre sem um período base de uso, podendo ocorrer aos 3000km de uso ou 50000km.

A forma com que foi arquitetada a peça faz com que a mesma retorne com a vibração da corrente. Pode ocorrer também o limite de uso da corrente de comando e o tensor permanecer funcional. O que acontece é que às vezes é trocada a corrente sem ter sido dada uma atenção especial no acionador do tensor da corrente de comando que às vezes é o culpado. A troca da corrente pode até resolver o problema por alguns meses, porque com a corrente nova, o acionador do tensor vai trabalhar no início do seu curso (maior pressão da mola). Segue abaixo como examinar na sua moto, onde está localizada a fadiga. 1 - Para começar, retire o escape da moto (XR 200 e Tornado), no caso da XR 200 deve-se retirar o motor de arranque também (dá para retirá-lo sem retirar o carburador, será necessária uma chave combinada de 10mm). 2 - Com uma chave allen de 5mm retire o acionador do tensor (nas motos mais novas é um parafuso sextavado de 8mm, fazendo-se necessário o uso de uma chave canhão soquete), o qual estará totalmente estendido (com a ponta pra fora).

A partir daí já pode ser iniciado o teste do conjunto. 3 - Com o acionador todo estendido, tente recolocá-lo na base onde estava, forçando um pouco na sede com a mão, para esticar a corrente. Se ficar alguma distância entre a peça e a parede do motor, significa que você ainda tem corrente em condições de uso. Quanto menor essa distância entre a peça e a sede, implica em desgaste mais acentuado da corrente. Acionador do tensor estendido. Acionador sendo colocado na sede para testar desgaste da corrente. Não reparem que eu estou mostrando em um cilindro vazio. 4 - Agora nos resta fazer o teste do acionador, simularemos com as mãos o funcionamento da peça no motor. Com ele todo estendido, coloque a peça com a ponta para baixo em cima de alguma superfície, com uma mão aberta faça um pouco de pressão em cima da peça (como na figura abaixo) e com a outra mão, dê umas "marteladas" em cima de sua mão para verificar se a peça sede a pressão. A pressão com a mão simula a pressão entre o acionador e o tensor, enquanto que as pancadas com a outra mão simula a vibração do motor.

Se isso acontecer e a peça recolher, significa que o acionador deve ser trocado, caso contrário pode recolocá-lo no lugar. 5 - Recolocação da peça na sede (finalização dos testes). Para se recolocar a peça no lugar, deve-se recolher a ponta da peça que agora se encontra estendida. Pra isso abra a tampinha que tem na parte externa com uma chave philips (vulgo estrela), e agora com uma pequena chave de fenda, gire no sentido horário até a ponta recolher totalmente, quando isso acontece ela trava com a ponta recolhida e assim permanece quando se retira a chave. Peça sendo recolhida para recolocação. 6 - Reencaixe a peça no motor, troque a junta se necessário e fixe com os parafusos, com uma pequena chave de fenda, gire no sentido horário a peça para destravá-la. Uma pancada, com o cabo de um martelo, por exemplo, também faz com que a peça destrave e voltei a acionar o tensor. Após isso feche a tampinha. Uma observação: Na twister o exame pode ser simplificado da seguinte forma, como o escape não passa pela frente do acionador. Basta retirar a tampinha e colocar uma chave de fenda pequena (tudo isso sem desmontar nada, com a peça no motor). Dê partida na moto e com a chave de fenda, gire no sentido anti-horário, se o motor parar de bater corrente, significa que você ainda tem corrente em condições de uso, caso contrário, deve ser trocada. Se o acionador do tensor da corrente de comando estiver com a mola cansada, quando acelerar a moto, você vai ver a chave de fenda girar no sentido horário sozinha (acionador recuando com a vibração da corrente)!!! Isso implica em dizer que o mesmo deve ser trocado.

Quando se faz necessária à troca do acionador do tensor da corrente de comando, eu particularmente, não recomendo a peça original, pois irá entrar em fadiga novamente, mais cedo ou mais tarde (já acompanhei alguns casos). Aconselho a utilização da peça paralela produzida pela Plasmoto que além de ter a qualidade já comprovada (nunca vi queixas e eu mesmo uso há quase um ano), é mais barata que a original. Há também a mesma peça produzida pela WGK que parece ser ligeiramente mais barata que a da Plasmoto, mas usam o mesmo princípio de montagem. O diferencial na peça paralela é que usa um sistema de cremalheira com uma trava que permite a peça avançar e jamais recua, então não há como perder eficiência, a corrente só vai sacolejar quando realmente extrapolar a sua vida útil, fazendo agora só a troca da corrente e de repente seria até bom dar uma verificada se os tensores estão legais na hora da troca da corrente, coisa fácil de se verificar.

Um comentário:

Luiz AG disse...

Esse processo é o mesmo das kawasakis, de catraca.

funciona

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